quinta-feira, 29 de setembro de 2011

RIDERS ON THE STORM


"...Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade."


(Trecho de Bom Conselho - Chico Buarque)

Colombina - Cartola


















Colombina

Ela ri, ela pula e canta
E assim a dor espanta
Se fingindo Colombina
Me comove ver o pranto cair
Daquela pobre menina
Que teve a má sina de se deixar
seduzir
Se eu pudesse dividia a tua dor
A metade eu resistia com o
maior sabor
Se eu pudesse não pensava mais
Neste alguém
Quem me fez sofrer alma não tem
Há no mundo quem te adore tanto,
tanto
Eu por ti, e tu por outro
derramamos pranto
Somos dois entes a subir o mesmo
calvário
Mas com o pensamento contrário

veneza - by teladepoesias.blogspot.com






Veneza

Pelas máscaras as ruas
Podem ser nuas pessoas
Serão porcelanas ou louças?

O que o medo cobre aqui
Minha face envergonhada cobre-se de nada
Apenas meu sorriso em tudo isso
Minha gôndola ainda conduz terra firme
Antes que leve meus passos daqui
E seja água o espetáculo dos fogos
Tenho medo e até logo
Reme terra Florença
Oi folião, por favor, licença!
Desculpa minha presença sem máscara
Preciso alcançar o canal
Preciso âncora e cânfora
De vinho púrpura sem igual
Daqueles que bebi
Antes de aportar aqui
Carnaval porcelana
Medo de louça
Tua máscara é menino ou moça?

Pelas máscaras da rua
Minha face é única nua
Antes que eu me leve daqui.

         Vicente Motta Prates

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Beijos




Tudo muda...

"Muda o superficial
Muda também o profundo
Muda o modo de pensar
Muda tudo neste mundo
...
E assim como tudo muda
Que eu mude não é estranho"




Todo cambia  - Mercedes Sosa 

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante
Aúnque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera

Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejo que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Pero no cambia mi amor...


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mas eis que chega a roda viva...

"Daqui há alguns anos quando esta geração jovem for geração antiga, muitos dos seus integrantes vão implorar por respeito, fraternidade e amor... coisas que estão negando agora" 
( Bernard Shaw)
 “É normal não encontrar sentido na vida quando se está muito condicionado pelo mundo”, Claudio Naranjo

sábado, 17 de setembro de 2011

Seja o que Deus quiser...


(Trechos de: Noite dos Mascarados- Chico Buarque)



...”- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.”...


...”Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!”

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Navegar é preciso...




(Trechos de Preciso me encontrar- Cartola)

“Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Djavan - Doidice

Esta é uma música tão profunda... Não tiraria uma letra sequer. Perfeita!





"É natural


Um vendaval que passa aqui
Mais doidice ali
Ou uma seca que arrasou 
Pior é não te ver agora 
Aflora vícios 
Claras manhãs 
Ou tanto mais que eu possa ter 
Nada quer dizer 
Se o teu beijo não é meu 
Cio chegando 
Calor explodindo 
Temores rondando o ar 
E eu pensando em ti 
Me apaixonei?
Talvez, pode ser 
Enlouqueci? 
Não sei, nunca vi 
Preciso sair 
Depois que eu descobri que há você 
Nunca mais
existi..."