quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pensando em você

“Eu estou pensando em você”...
...”Pois quando penso em você
É quando não me sinto só"...
..."E com você me sinto bem"...
Pensando em você - Paulinho Moska

domingo, 27 de maio de 2012

Fascínios II

Dedico meu olhar ao seu

            Dedico o meu olhar ao seu,  


            Em alguns momentos da vida, os adultos poderiam ter um dia  de olhar infantil. Um olhar puro e longe de preconceitos e conceitos reproduzidos para aprendermos ou reaprendermos  novas descobertas e leituras sobre variados assuntos, como os viajantes citados no texto deslumbrados com o Taj Mahal e com os olhares dos franceses nos cafés parisienses. O olhar infantil possui o mágico instante de nos permitir vermos a nossa realidade com ares mais lúdicos e independentes do que a sociedade letrada e “descuriosa” poderiam desejar ou imaginar. Esta curiosidade viajante deveria reaparecer  com o objetivo de “refrescar “ o cérebro humano e por o provérbio “ mente vazia oficina do diabo” bem longe de todos nós.


Lyvia Pinto
Maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Querer - Pablo Neruda



Querer 

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro

É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.


Pablo Neruda

Meus olhos - Neruda





Meus Olhos


Quisera que meus olhos fossem duros e frios
e que ferissem fundo dentro do coração
E que nada expressassem dos meus sonhos vazios,
fosse esperança ou ilusão.

Indecifráveis sempre a todos os profanos
do fundo e suave azul da tranqüila safira,
Incapazes de ver os pesares humanos ou
a alegria de viver.

No entanto meus olhos são cândidos e tristes,
não como eu os desejo nem como devem ser
É que estes olhos meus é o coração que os veste
e seu desgosto fá-los ver.

Pablo Neruda

Trecho de “Há momentos” - Clarice Lispector



..."A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."

Todas as coisas são um milagre.

Antes de Amar-te, por Pablo Neruda





Antes de Amar-te... 

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.


Pablo Neruda


Saudade, por Pablo Neruda



Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.


Pablo Neruda


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pense a respeito

Maktub



Maktub

Seria um dia como qualquer outro
Não fosse uma criatura aparecer
Meio sem saber pra onde ia
O que fazer
Apareceu na minha vida sem querer
Bom... Fato q iria acontecer.

Amor à primeira vista
Amor de outras vidas

... Amizade antiga


Chris Barreto

Fascínios


"...O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende, inebria e entontece.
És fascinação, amor..."

Trecho de Fascinação
Composição: F. D. Marchetti e M. de Feraudy

domingo, 20 de maio de 2012

Para quem escrevo?


Para quem escrevo?


Escrevo para as cores que não reconheço
Para os cheiros e sabores que provei e para os que desconheço
Para os sons dos devaneios
Para o vento que leva minha alma para outro lugar
Que me faz descansar

Escrevo para quem me trouxe sorrisos bobos
Para quem me trouxe lágrimas de tristeza
Para quem me deu vontade de viver
Para quem me tirou o ar
Para quem me fez desesperar
Para um ser tão belo
Tão difícil não acreditar

Escrevo os suspiros de um ser apaixonado
 a desgraça alheia
e a tragédia anunciada


Escrevo para as horas

Para a chuva que me faz dançar a alegria de viver, de amar.
Ou para a chuva que cai sobre mim levando minhas lágrimas
Escrevo para o Outono com suas noites geladas e estreladas
Para as folhas de outono que caem para renascer

Escrevo para as crianças que não vi nascer
Para as pessoas que não verei envelhecer
 A emoção daquela música para a pessoa amada
Para os amigos de toda uma vida
As cidades que visitei
As pessoas que deixei

Escrevo apenas para expor alguns pensamentos insanos

Surreais, utópicos e reais.

Sem compromisso com regras literárias,
ou mesmo com regras gramaticais.
E sem a mínima pretensão de me tornar escritora



Chris Barreto