sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tempestade no vale



Tempestade no vale

Segunda madrugada de inverno
E, como de costume, a insônia me acompanha
Observo a noite
Café bem quente pra acompanhar
Não, não é o café que me gera insônia.
Por incrível que pareça, ele me ajuda a relaxar.

Noite que promete tempestade no vale
Há uma coloração incrível na formação das nuvens
Algo meio laranja, meio vermelho
Não sei identificar
É um céu pesado, é intenso, é lindo
Promete desabar a qualquer momento
Surgem relâmpagos rasgando o céu por toda parte
Eles vêm acompanhados dos estrondos das trovoadas
A chuva cai fortemente
Promessa cumprida
Tempestade no vale

Imagino-me abrir as asas e voar pela tempestade
Esquivando-me dos relâmpagos
Fazendo piruetas no ar
Com um sorriso que há muito não vejo
Um sorriso que se reflete em minha face

E vou pra tantos lugares
Penso nas distâncias que não existem na imaginação

Rogo para que os meus estejam bem
E para os que são dos meus também

A mente nos permite as mais diversas sensações
Basta ter um pouco de imaginação

Não resisto, não consigo ficar apenas no imaginário
Obviamente não posso voar,
Nem fazer piruetas no ar
Então, como diria Chico Buarque
..."vou pra rua e bebo a tempestade"...

Talvez seja loucura se aventurar nos relâmpagos
Talvez seja loucura respirar
Vá saber...
É preciso aproveitar

Há um provérbio que diz que "Depois da tempestade vem a bonança"
Sendo assim,
Vem tempestade
Enche o meu coração de esperança


Chris Barreto

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